quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

18/02/2011

Assunción/PY


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Olá Pessoal!
Enfim, chegamos a Assunción/PY, no entanto, quanta decepção!
Assunción/PY não é nada do que esperávamos. Não tem nada de interessante. É tudo velho, feio, deserto. Nem parece capital de país.
Só tiramos fotos do Palácio do Governo e Casa da Cultura. Encontramos bem mais tarde uma fábrica de pinga paraguaia. É um prédio bonito, mas estava fechado e não conseguimos visitá-la.
Entramos num barzinho rusticamente bonito, onde comemos, bebemos e decidimos qual rumo tomar.
Andamos por algumas lojas turísticas e percebemos o quanto turista sofre. Numa loja, forçando ao máximo um sotaque perguntei “Cuanto?” mostrando uma blusa de algodão ( que por sinal, faz parte do artesanato deles. Roupas de algodão cru), e ela me disse G$ 50.000,00 (R$ 19,00). Ao perceber que éramos turista ela disse que o valor na verdade era G$ 70.000,00 (R$ 26,90). Neste momento resolvemos que evitaríamos lojas para turistas.
De lá, como já sabemos qual o nosso rumo, cruzar o Chaco, sentido a Bolívia, seguimos viagem.
Na cidade vizinha, chamada Villa Hayes, paramos o trailer num posto da Petrobrás e durante o jantar discutimos com um paraguaio nosso itinerário. Ele nos incentivou a desviar a rota em aproximadamente 50Km para conhecermos duas cidade (Filadélfia/PY e Loma Plata/PY), que segundo ele é belíssimo.
Descobrimos hoje também que pegaremos uns 500km de estrada de terra ou quase terra, com pedras.
Aventura é aventura, né?
Até lá.
Tchau!


17/02/2011

Paraguai.

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Olá Pessoal.
Que dia cômico o de hoje!!!
Tomamos um belíssimo café da manhã no hotel. Reforçadíssimos, porém, nada diferente do nosso brasileiro. Café, leite, pão, margarina, bolacha e goiabada. Mas estava muito bom.
Tiramos algumas fotos e na recepção pedimos auxilio a recepcionista sobre outros lugares para conhecermos. Ela fez um mapa para nos guiar até San Bernardino/PY, onde possui uma bela vista do rio Ypacaraí. Parece uma praia, mas de água doce. A cidade nos lembrou muito Ilha Bela/SP. Bonita, limpa, com muitas propagandas.
Uma cidade que vale a pena conhecer!
Ao voltarmos para seguirmos rumo a Assunción/PY, vimos uma placa escrito “Frescura multiplicada”. Rimos muito e resolvemos dar meia volta para fotografarmos.
Eis aí o grande problema do dia.
Ao retornarmos, enquanto eu desci, o Zeca foi tentar colocar a caminhonete no acostamento e adivinhem!!!
Oque parecia ser um lindo gramado baixinho era na verdade um esgoto a céu aberto.
Ou seja, atolou num esgoto que passa por ali. Tanto a caminhonete quanto o trailer.
Para nossa sorte, tinha um bar/restaurante a poucos metros. O Zeca correu até lá e voltou com um pessoal em duas caminhonetes 4x4 para tentar puxar.
Amarraram um cabo de aço na nossa caminhonete e na deles e puxaram. Estava tão pesado que estourou o cabo de aço.
Quando percebemos que não dava certo, o Zeca mais uns dois garotos desengataram o trailer. No meio aquela lama fedida o Zeca pisou e sujou os pés, as pernas, a calça, tudo. Os meus já estavam nojentos a tempos.
Sem o trailer, a 4x4 conseguiu tirar a nossa caminhonete. Depois, com a ajuda dos rapazes, o Zeca puxou o trailer para fora da lama.
Enquanto isso acontecia, eu fiquei no meio da rodovia desviando o transito. Foi cena digna de filme!!!!
Com aquele cheiro insuportável, seguimos até o posto mais próximo, em Ypacaraí/PY. Tomamos banho e seguimos viagem.
Tentamos encontrar um eletricista para mexer no trailer, pois as ventuinhas da geladeira não estavam funcionando na bateria e sim, somente da energia.
Não conseguimos nada e, como já estava ficando tarde, paramos num posto em San Lorenzo/PY.
Lá, jantamos, conversamos e, quando fomos tomar banho, além do banheiro não ser muito bom, não tinha luz.
Pela primeira vez na vida, tomamos banho a luz de lanterna. Não é muito confortável, mas deu tudo certo.
Cansados com o nosso dia turbulento, fomos dormir. Espero que amanhã cheguemos enfim, a Assunción/PY.
Até lá. Tchau!


                                Ficamos acampados nesse lugar. 
                               é nos fundos de um hotel enorme.
                               Isso ai são os banheiros do campo 
                               de futebol que tem no hotel




                              Esses adesivos eram os países onde iriamos passar 





                                O restaurante da área de lazer do hotel 















                              Olhem o tamanho do hotel, nós não entramos.
                              Esse hotel pertence a um grupo 
                              de cinco americanos que vem para
                              o Paraguai umas duas ou três vezes por ano.
                              No restante do tempo ele fica 
                              completamente vazio.  
                              KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
                              Oque vocês acham que acontece ai???




 Olha o  tamanho disso para ficar parado o ano todo.






 Olha os banheiros da área de lazer.






                          Saindo do hotel tem um mata burro 
                          muito perigoso














Pode acreditar, é um restaurante.



Eis ai o motivo de ter atolado o trailer e a caminhonete.


                                          Oque parecia ser um lindo e alegre gramado, era na
                                          verdade esgoto a céu aberto.E eu (Zeca) enfiei a cara.
                                                          Atolamos na b...literalmente.



                                           O cabo de aço arrebentou. Desengatei o trailer e
                                              tiramos a caminhonete. Depois com a minha
                                          caminhonete tirei o trailer. 2 horas debaixo de um sol
                                                                 de quase 40 graus.



A coisa foi feia



                                                                     Olha isso...



                              Pronto, chegamos no lago de Ipacaray,
                         eterna Perla
                                         





16/02/2011

Saindo de Foz com destino ao Paraguai/Bolívia.


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Olá Pessoal,

Hoje o guarda do Camping nos acordou as 5:00h da manhã, como pedimos, para podermos seguir viagem.
Meio sonolentos, tomamos banho, e, sem café da manhã fomos ansiosos seguimos para a Aduana Paraguaia, torcendo pra dar tudo certo.
Lá chegando, foi tudo muito mais tranqüilo do que esperávamos. Nos deram todas as orientações necessárias, entre elas de que não era necessário possuir a Carta Verde se estivermos com os nossos passaportes.
Com a caminhonete e o trailer parados na Aduana, corremos até uma casa de Cambio para trocar R$(Real) em G$ (Guarani) e em U$$(Dólar).
O local é uma portinha com um guarda segurando um fuzil. Nem sei dizer se é seguro, porém, não tínhamos outra escolha. Cada R$ 1,00 vale G$ 2.600,00. Teremos que saber fazer a conversão na marra.
Ainda demos uma volta na Galeria Zume onde compramos facões e 2 coletes para usarmos em caminhadas no Peru.
Voltamos para a Aduana, pegamos a caminhonete e seguimos viagem. Programamos o GPS novo, que possui mapas de quase todos os países do mundo, para Assunción/PY e lá fomos nós.
No caminho, fomos parados pela polícia paraguaia 4 vezes. Em todas as vezes os policiais foram extremamente simpáticos e em uma das vezes até quiseram entrar no trailer, tiramos fotos, foi bem legal.
Fizemos uma breve parada numa cidade chamada Caaguazú/PY, tiramos fotos e compramos um desengripante para passarmos nas fechaduras no trailer.
Continuamos nosso trajeto e paramos na cidade turística de Caacupé/PY. Não sabíamos que era turística. Descobrimos ao perceber a grande quantidade de artesanato sendo vendidos da rua.
Comprando um CD de musicas paraguaias, nos informaram que a igreja era muito grande e valia a pena conhecermos.
É uma basílica, de Nossa Senhora de Caacupé. Não sabemos ao certo sua historia, porém possui uma tradição muito forte no Paraguai. Como a Nossa Senhora Aparecida no Brasil.
Compramos nesta cidade um chip para navegar na internet. No Paraguai as operadoras que vimos foi Claro, Tigo e Personal. Optamos por essa ultima devido a indicações.
O valor é muito mais barato que no Brasil. Pagamos G$ 20.000,00 no chip e mais G$ 30.000,00 para usar durante 7 dias, totalizando G$ 50.000,00 (menos de R$ 20,00).
Como estávamos sem comer nada e já era umas 15:00h, resolvemos ir até um bar numa esquina para comermos. Lá aconteceu o fato mais engraçado do dia. Vimos algo na estufa que parecia um pastel, mas com uma massa mais grossa. Eles chamam de empanado. Queríamos saber qual o recheio. Quando perguntamos a senhora ela dizia “carne de pollo”, “carne de poulho”. Assustei, achei que era de polvo. Neste momento o Zeca teve a brilhante ideia de perguntar: “É cocó?”. A senhora disse si, si. Pollo pra eles é frango. Aff. Caímos na gargalhada.
Decidimos entrar numa gráfica para mandarmos fazer adesivos dos países que estamos conhecendo para colar no trailer. Fizemos de todos os países que visitaremos.
Lá, conhecemos um rapaz que falava português e nos orientou a dormir em Tobati/PY, um vilarejo que se tornou cidade a pouco tempo, porém é turística. Lá a atração é  a vida campestre.
A cidade é encantadoramente rústica. Rua de terra e um lindo hotel, construído pelos americanos. Ficamos lá.
Colocamos o trailer ao lado dos sanitários, que por sinal é limpo e bonito. Abaixamos o toldo, arrumamos tudo e cozinhamos fora. Fiz uma belíssima macarronada. Hummm!!!
O Zeca resolveu comprar cervejas para beber. Aqui possui as mesmas do Brasil (Brahma, Skol), porém, os volumes são diferentes. Eles usam em cm³. As garrafas são do tamanho do “litrão” do Brasil e possui 930cm³. Aqui também não existe garrafa de Coca-Cola de 600ml, 290ml. São de 500ml, 250ml. Não vimos Fanta Uva, mas encontramos, além da Fanta Laranja, Fanta Abacaxi (que aqui chamam de Piña), Fanta Maçã e Fanta Guaraná. Não existe Gatorate (quer dizer, não vimos nenhum produto da Pepsi), e no lugar existe um outro da Coca-Cola chamado Powerxxxxxx.
Enfim, compramos 2 cervejas Brahma a G$ 12.000,00 (R$ 4,60) cada com o casco. Combinamos de devolver o casco amanhã e recuperar G$ 4.000,00 (R$ 1,54) de cada um.
Voltamos, jantamos e dormimos. Vale registrar aqui que existe muitos sapos nesta região. Aff.

Ate amanha pessoal! Tchau!














                                  Triciclo, muito usado por aqui.



15/02/2012

Paraguai, Argentina, Camping Internacional, Churrasco.


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Olá Pessoal!
Acordamos hoje muito preocupados em resolver todas as pendências já que pretendemos seguir viagem amanhã. Fomos direto para Argentina resolver sobre a questão da Carta Verde.
Na fronteira entre Brasil e Argentina é bem mais burocrático que ir para o Paraguai. Lá, do lado do Brasil, temos que mostrar o RG. Do outro lado, é obrigatório o RG ou o Passaporte para ingressarmos.
No caminho, assim que saímos da Aduana Brasileira, antes de atravessar a ponte tem uma placa escrito “Fronteira Brasil Argentina”. Quisemos fotografá-la e paramos no acostamento.
Enquanto tirávamos foto, um chileno parou de bicicleta para fazer o mesmo. Resolvemos “puxar assunto”.
Ele se chama Juan Carlos Acuña e mora em Santiago/CH e trabalha numa universidade. Está a quase 2 meses viajando pela Bolívia, Brasil e Argentina de bicicleta, e nos revelou que é a quinta vez que viaja de bicicleta por países da América do Sul. Fizemos uma breve entrevista com ele. Veja seu itinerário:
Saída do Chile dia 15/02;
Chegada Bolívia dia 17/12;
Chegada Brasil por Corumbá/MS dia 05/01 onde passou por Miranda/MS, Campinas/SP, Caraguatatuba/SP, foi até o Rio de Janeiro/RJ pelo litoral, onde ficou alguns dias na favela, voltando por São Paulo/SP, Curitiba/PR, Foz do Iguaçu/PR. Nos conhecemos exatamente na fronteira entre Brasil e Argentina.
Pretende chegar no Chile dia 05/03.
Olhem as fotos. Reparem na sua tralha: uma micro barraca para dormir (que segundo ele, dorme em qualquer lugar, inclusive na beira da rodovia), um saco de dormir, uma câmera de U$$ 1.500,00 da Canon, 2 facas e 2 facões, 1 cafeteira, 1 microfogão, algumas canecas, mapas e livros, dicionário da língua portuguesa (tipo Aurélio mesmo. Ele queria aprender os significados das palavras em português) e uns 20 pacotes de miojo. Ah! E nem ao menos um cantil com água, pois pediu água pra nós. Levava também uma bússola e um GPS para pedestres, que, segundo ele foi extraviado ou roubado.
Combinamos de nos encontrar em Santiago quando formos pra lá. Ele se disponibilizou a emprestar 2 bicicletas a nós para nos mostrar a cidade.
Nos deu também muitas dicas de lugares para conhecermos na Bolívia. Mudamos a nossa rota para conhecermos a Salina de Uyuni, recomendado por ele.
Ficamos ali, na beira da rodovia, exatamente na fronteira do Brasil com a Argentina, em cima da carroceria da caminhonete, munidos de mapas, discutindo nossa rota de viagem. Existe coisa melhor neste mundo???
Nos despedimos e atravessamos a fronteira. Ao chegar na Aduana Argentina, estacionamos para pedir informações sobre a Carta Verde. Como no Brasil, nos mandaram de um lugar ao outro, até que nos informaram que deveríamos tirá-la numa seguradora no centro da próxima cidade (Puerto Iguazu).
Assim, fomos e lá chegando, nos informaram que o valor da Carta Verde é de R$ 50,00, válida por 30 dias.
Como o país que exige esta carta é a Argentina, resolvemos tirá-la quando entrarmos na Argentina pelo Chile.
Só para que vocês saibam, a Carta Verde é um seguro automobilístico internacional exigido nos países do MERCOSUL. Porém, exceto a Argentina, todos aceitam a CNH se estivermos com o documento do carro e passaporte (e não somente o RG).
Desta forma, voltamos ao Brasil, indo direto ao Paraguai.
Deixamos a caminhonete do mesmo estacionamento, mas desta vez atravessamos a pé.
Compramos 2 facões para o Zeca, algumas bugigangas e voltamos ao Brasil.
Já no Brasil, fomos ao mercado, pois estava com vontade de comer churrasco e não sabemos como é depois da fronteira.
Aproveitamos e procuramos um fogão para comprar, uma vez que cozinhar dentro do trailer engordura tudo.
Chegando no camping, acendemos a churrasqueira. Enquanto eu arrumava nosso jantar, o Zeca foi até o Motor Home de um casal de franceses que estava acampados lá também. Vejam as fotos. Eles disseram que colocaram o Motor Home num navio e vieram de avião. Estão no Brasil a um ano, conhecendo-o inteiro e pretendem ficar mais 6 meses.
Matamos nossa vontade de carne, organizamos o trailer para seguirmos viagem amanhã.
Ao pagar o camping, ganhamos uma garrafa de vinho. Maravilha!!!
O guarda-noturno nos acordará amanha as 5:00h, vamos ver se conseguimos acordar. Até lá.


Camping Internacional
em Foz do Iguaçu.


Sarita preparando nosso churrasco.






                               Lavamos um pouco de roupa 
                                para seguir viajem. 







                         Olha a mistura de comida com 
                        coturno e chinelos na mesa, KKK





                             O Camping ate que é bom,  
                              local limpo e sossegado.


                                                   Eu faria tudo de novo 







Casal de franceses que
 estão no Brasil ha um ano
viajando nessa Van.



Chileno dando a volta pela 
America do Sul de Bicicleta.


Me explicou alguns roteiros 
e deu algumas dicas.
















Quase fui detido por tirar essa foto.
Que bobagem.